While doing some brief research about Coromandel
screens, I recently discovered that not only great private art collecters, but
also great fashion and trend setters, fell for these exquisite objects.
These amazing functional and decorative works
were created during the Ming dinasty (14th to the 17th century)
and are famous for their dark coat of lacquer and their inlays and decorations
of ivory, mother-of-pearl and amongst other things, rice paper.
Each layer of lacquer could have
pictures and patterns incised, painted, and inlaid, so the designs would stand
out against a dark background.
The name Coromandel refers to the region
on the southeast coast of India, where the Portuguese used to load their ships,
in the 16th century, in order to bring all of these oriental wonders to western
Europe.
An avid collerctor of these works of art
was Gabrielle Coco Chanel herself; a woman whose taste and passionate
personality I truly admire. It is believed that she collected about
thirty two Chinese screens, of which some were actually the Coromandel type.
Once Coco said:
«I've
loved Chinese screens since I was eighteen years old. I nearly fainted with joy
when, entering a Chinese shop, I saw a Coromandel for the first time. Screens
were the first things I bought»
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| Coco Chanel`s apartment, Rue Cambon nº31 |
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| Coco Chanel`s apartment, Rue Cambon nº31 |
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| Coco by the screens |
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| Coromandel screen at Calouste Gulbenkian Museum, Lisbon |
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Enquanto pesquisava acerca de biombos
Coromandel, descobri (recentemente) que não só grandes coleccionadores de arte
privados, como também grandes ícones da moda caíram de amores por estes objectos
requintados.
Estas peças – funcionais e decorativas –
foram criadas durante a dinastia Ming (entre os séculos XIV e XVII),
tendo-se tornado famosos pelo seu revestimento a laca negra com embutidos e
decorações em marfim, madrepérola e, entre outros materiais, papel de arroz.
Cada camada de laca poderia conter
imagens ou padrões incisos, pintados ou embutidos, fazendo com que, desta forma,
os “designs” se destacassem em relação ao fundo negro.
O nome Coromandel deve-se à região da
costa sudeste da Índia, onde os portugueses, no século XVI, abasteciam os seus
navios com todas as maravilhas do Oriente e as traziam para a Europa ocidental.
Uma coleccionadora ávida destas obras de
arte foi Gabrielle Coco Chanel; uma mulher cujo gosto e personalidade
apaixonada admiro profundamente. Crê-se que esta tenha coleccionado cerca de
trinta e dois biombos chineses, dos quais muitos eram do tipo Coromandel.
Coco uma vez disse:
«Adoro biombos chineses destes os meus
dezoito anos. Quase desmaiei de alegria quando, ao entrar numa loja de arte
chinesa, vi um Coromandel pela primeira vez. Os biombos foram das primeiras
coisas que adquiri.»





Fascinating and informative as usual, thank you for today's post!
ReplyDeleteThank you! That´s great to have your feedback. ;)
ReplyDeleteAdoro biombos. Acho que são péssimas muitíssimo versáteis, indo da simples decoração a uma função mais prática. Uma pena que cada vez mais eles desapareçam das nossas casas e fiquem como peças de museu. Adorei as imagens!
ReplyDeleteNão sabia que Coco Chanelle era fã desses biombos, mas faz sentido!São, de facto peças muito ricas e elegantes!!Tal como ela!!;)
ReplyDeleteAna e Filipe, muito obrigada pelos vossos comentários! Sim, para mim também foi uma descoberta e um parentesis interessante na minha investigação. ;)
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